sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Fantasmalho

Os ingleses usam o termo Scarecrow para designar os espantalhos. Em Odivelas acho mais apropriado o termo fantasmalho, que é uma aglutinação de fantasma com paspalho. Estes fantasmalhos que deambulam no concelho, têm apenas uma função, vociferar contra tudo e contra todos. Apenas lhes interessa a maledicência, pois como têm cabeça de abóbora (ver figura) a ausência de massa encefálica não lhes permite a conjugação de ideias. Como têm sangue hortícola (da abóbora), já se imaginam grandes especialistas em Horticultura ou até Botânica. Talvez sejam os mesmos, que pela calada da noite vão desligar os sistemas de rega, ou roubam os aspersores ou os partem como tem acontecido amiúde. Sobre essa parte da entrevista, os fantasmalhos assobiam para o lado. Pobres fitas pretas, que de saco foram recicladas em espantalhos, mas de tão dignas que são, nem os pombos delas têm receio. Estão os fantasmalhos preocupados com o arranjo do jardim da ribeirada e com razão. Podem ter a certeza, que mesmo com os pombos a comer as sementes, os relvados já estão a aparecer pungentes e as flores irão despontar de seguida. Tristes aqueles que vêem vã glória na desgraça alheia, mas como diz o nosso povo, “quem se ri por último, ri melhor”.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

à descoberta das àrvores de Odivelas

Albizia julibrissin

Nome Científico: Albizia julibrissin

Nome Popular: Acácia de Constantinopla
Família: Fabaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: da Pérsia ao Japão
Ciclo de Vida: Perene


Albizia julibrissin


Pormenor da flor

Árvore caducifólia de rápido crescimento, de fragrância muito delicada. São diversos os nomes comuns desta árvore com flores de longos estames sedosos: "árvore-da-seda", "acácia-de-Constantinopola", "mimosa rosa e albízia-de-Constantinopola. O nome deve-se ao botânico italiano Antonio Durazinni que adoptou na sua nomenclatura o nome do introdutor da espécie na Europa, o naturalista amador Filippo degli Albizzi, que a trouxe da capital do império Otomano em 1745. No entanto esta árvore não é originária da Turquia mas de uma zona que se estende do Irão à China e "julibrissin", o designativo da espécie, deriva do seu nome persa. Na cidade de Odivelas podemos apreciar esta árvore num alinhamento que se encontra na Rua Alves Redol.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Prado de sequeiro

No concelho de Odivelas, quer em jardins construídos pela Câmara Municipal, quer em jardins construídos pelos urbanizadores, tem-se apostado nos prados de sequeiro. Trata-se de uma corrente em arquitectura paisagista, que se tem desenvolvido nos últimos anos e apoiada em critérios científicos, em prol de um melhor ambiente. Pessoalmente, não sou um grande entusiasta deste tipo de jardins em meio urbano (porque tenho inscrito no meu código genético os jardins à francesa, cobertos de relva e sempre verdes), mas percebo a sua importância, porque felizmente a natureza se encarregou de me dotar de alguma inteligência. Vivo num clima mediterrânico e a água é um bem escasso e cara. A Câmara de Lisboa, que sofre das mesmas enfermidades que o concelho de Odivelas, onde um conjunto de iluminados, critica a câmara por causa do prado de sequeiro e exige campos de golfe em todos os espaços disponíveis, editou uma brochura sobre o prado de sequeiro. Espero que pelo menos percebam que existem alternativas à relva e porquê !...

Parque das Rolas - Freguesia da Póvoa de Santo Adrião)

Ontem estive no parque das rolas na Freguesia da Póvoa de Santo Adrião. Este espaço naturalizado (não é um jardim), que a Câmara Municipal recuperou em 2009, é um local bastante agradável para se ter um contacto com a natureza. Desde as rolas que esvoaçam em todas as direcções cruzando o parque, até aos coelhos, o stress diário só é quebrado pelo vandalismo que continua a assolar os espaços públicos do concelho. Deixo-vos alguns exemplos.

Coelho correndo no prado de sequeiro



Banco vandalizado

terça-feira, 20 de julho de 2010

Pensamentos

“Vou passar pela vida apenas uma só vez:
Por isso qualquer coisa boa que eu possa fazer, ou alguma amabilidade que possa fazer a algum ser humano, devo fazer agora, porque não passarei de novo por aqui …”

Madre Teresa de Calcutá

Viagem a Angola

No passado mês de Maio fui a Angola, terra onde se encontra hoje o Presidente da República, Prof. Cavaco Silva. Não vou descrever a viagem, nem apresentar um álbum de fotografias, mas apenas deixar um apontamento que me impressionou, numa terra com tantas carências. O assunto refere-se aos jardins e ao respeito que as pessoas têm por estes espaços. Como podem observar pelas fotografias, os passeios não têm infestantes e a escultura não tem grafites, para não referir o aspecto limpo do jardim.

Como eu gostava de ver o mesmo em Odivelas…