quarta-feira, 31 de março de 2010

À descoberta das árvores de Odivelas


Cercis siliquastrum L. ou Árvore-de-Judas

No concelho de Odivelas a Cercis siliquastrum L. ou Olaia como é conhecida, está presente em todas as freguesias, adquirindo todavia maior expressão na cidade de Odivelas, onde como árvore de arruamento embeleza com as suas flores a avenida D. Dinis. É uma árvore de folha caduca, ou seja perde todas as folhas no inverno. Nesta época do ano (final de Março, início de Abril) é vê-la começar a desabrochar com o aparecimento das flores arroxeadas, que aparecem antes das folhas. As flores são comestíveis e têm um sabor acidulado.

Fotos

Família: Fabaceae
Nome científico: Cercis siliquastrum L.
Nome vulgar: Olaia, Árvore-de-Judas

As lendas populares dizem que Judas Iscariotes se enforcou numa Olaia, como arrependimento por ter vendido Jesus, tese muito controversa no seio da Igreja Católica.

Disjunções esferoidal

Nas escoadas lávicas basálticas, sobretudo naquelas que evidenciam uma disjunção prismática, os estados mais avançados são evidenciados por uma disjunção esferoidal, ou em bola, cuja progressão é igualmente facilitada pela existência de juntas horizontais (lajes) no seio da escoada.



O concelho de Odivelas é rico em episódios geológicos. Para os conhecedores da geologia ou aqueles que na faculdade tiveram o privilégio de como eu trabalhar com os grandes mestres, aqui fica um apontamento de disjunção esferoidal, na freguesia de Caneças, no bairro Monte Verde.

Muitos outros exemplos de manifestações geológicas importantes existiam no concelho de Odivelas, hoje infelizmente destruídas pelo progresso.

O bosão de Higgs ou a partícula de DEUS

A proposito da visita de Sua Santidade o Papa Bento XVI a Portugal (o representante de Deus na Terra segundo a igreja católica), o CERN anunciou ontem ter realizado com sucesso no LHC(Large Hadron Collider) a experiência de aceleração de feixes de protões e sua colisão, com o objectivo de recriar o big-bang e tentar encontrar o bosão de Higgs, também conhecido como a partícula de Deus.
Alguns cientistas temiam que esta experiência pudesse criar buracos negros que engoliriam a Terra. Felizmente isso não aconteceu e ficamos por enquanto sem saber, se a partícula de Deus existe, tal como Ele.



2010 – Ano Europeu e Internacional da Biodiversidade

A diversidade biológica ou Biodiversidade é o conjunto de todas as formas de vida que habitam o planeta, incluindo a variedade genética dentro das populações e espécies, a variedade de espécies da flora, da fauna e de microrganismos, a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas e a variedade de comunidades, habitats e ecossistemas formados pelos organismos. Refere-se à riqueza (número) de diferentes seres e à abundância relativa desses mesmos seres. Compreende igualmente os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos.

fotos gentilmente cedidas por Luis Salmonete

As principais ameaças à biodiversidade com a consequente extinção de muitas espécies vegetais e animais são a poluição, a expansão urbana e industrial, o descontrolo no uso dos recursos naturais, e a agricultura intensiva. A desflorestação é outra das causas apontadas. As estimativas dizem que a continuar esta prática, entre 5% a 10% das espécies que habitam as florestas tropicais poderão estar extintas dentro dos próximos 30 anos.

A introdução de espécies animais e vegetais em diferentes ecossistemas também pode ser prejudicial, pois acaba colocando em risco a biodiversidade de toda uma área, região ou país. Em Portugal temos entre outros exemplos, a acácia e os lagostins dos rios.

terça-feira, 30 de março de 2010

2010 – Ano Europeu e Internacional da Biodiversidade

Foto - Luís Salmonete

Neste ano internacional da biodiversidade, onde se lembra a importância da manutenção das espécies e dos habitats, como pilar da vida na Terra, para os que não conhecem ou já não se recordam da importância das salinas, deixo-vos uma foto das salinas de Alcochete. Uma salina é uma área de produção de sal marinho pela evaporação da água do mar ou de lago de água salgada.

Pego da Arroja



Há muitos, muitos anos, a ribeira de Odivelas corria límpida e serena. No local a que os antigos deram o nome de “pego da arroja” era possível tomar banho e lavar a roupa. Infelizmente eu não sou desse tempo, mas a paixão por esta terra levou-me a procurar quem tivesse o registo da época e do local. Para aqueles que como eu não vivenciaram estes momentos, aqui fica a prova., para que possamos todos, trabalhar com o objectivo de devolver a esta ribeira, a qualidade que ela já teve.

segunda-feira, 29 de março de 2010

2010 – Ano Europeu e Internacional da Biodiversidade

As Ratazanas



Neste ano europeu e mundial da biodiversidade, onde todos os seres vivos são importantes, não poderia passar sem vos falar das ratazanas, um dos animais mais incompreendidos por algumas pessoas. Este estigma muito forte na sociedade, está associado a doenças e pragas de outros tempos.
As ratazanas, nome científico Rattus norvegicus são animais muito simples de cuidar, amigáveis e bastante limpos. Como animal de estimação existe há mais de duzentos anos e no último século desenvolveram-se muitos padrões e cores diferentes, existindo clubes que fazem exibições no Norte da Europa e na América. A sua importância aumentou nos últimos anos, quando uma empresa Belga utilizando uma variedade especial de ratazanas africanas “ pouched rats” as treinou para descobrir minas anti-pessoal, uma praga das guerras civis em África. Uma ratazana pode desminar 100 metros quadrados em 20 minutos, enquanto um especialista humano necessita de dois dias. Moçambique, onde estes animais têm feito com muito êxito um trabalho espectacular de desminagem, bem lhes pode estar agradecido.
Na freguesia de Famões, pelo que soube por técnicos especializados, vão ser utilizadas as ratazanas africanas “ pouched rats” para exterminar uma variedade perigosa para a saúde pública, a Rattas famoensis.

À descoberta das árvores de Odivelas

A avenida das acácias divide a freguesia de Odivelas da freguesia de Famões. É fácil identificá-la, pois tem como referência o supermercado Modelo. Apesar do nome, não existem árvores de acácia nesta avenida, não se percebendo por isso a toponímia. As acácias são árvores que adquiriram em Portugal o estatuto de invasoras (Decreto-Lei n.º 565/99), depois de terem sido introduzidas para fins ornamentais e como meio de controlar a erosão das dunas.

Acácia

copyright: Ed e Myrthe Verrefietsers

Pormenor dos espinhos

copyright: Alexander Wild

A acácia é uma árvore de crescimento lento, o que torna a sua madeira dura e densa. O cerne é marron avermelhado escuro. Esta madeira é resistente ao tempo porque a árvore deposita na madeira muitas substâncias que são conservantes e deixam a madeira desagradável a insectos tornando-a densa e difícil de ser penetrada pela água e outros agentes de deterioração. Por estes motivos, a sua madeira é tida como incorruptível, inatacável por predadores de qualquer espécie, simboliza perenidade, transcendência.
Muitas são as referências bíblicas sobre a acácia e a sua utilização. Pela característica de imputrescibilidade (símbolo da imortalidade), os judeus utilizaram-na na construção dos elementos mais sagrados (Arca, Mesa, Altar). A acácia do Egipto tem a particularidade de ser uma árvore espinhosa e por esse motivo diferentes historiadores acreditam que a coroa de espinhos colocada na cabeça de Jesus, bem como a cruz onde foi pregado eram de acácia. Esta árvore é a planta símbolo da Maçonaria.

Cristo carregando a cruz



Não havendo acácias nesta avenida e estando vedada a sua colocação por ser uma espécie invasora, que motivos levaram os autarcas a atribuir-lhe o nome? Quem saiba que dê a resposta.